Cravo-da-índia: 30 dias, 3o ingredientes #Day22

Quero declarar publicamente o meu AMOR incondicional pelo sagu de vinho. Se eu chegar em um restaurante e tiver o docinho roxinho de sobremesa, pronto, é paixão na certa! Mas o melhor do mundo é feito pela minha mãezinha, é claro. Então, resolvi falar do melhor amigo do sagu, o cravo-da-índia – que deixa a sobremesa cheirosa e saborosa. E qual será a história do bonitinho? “No ar”mais um episódio do  30 dias, 30 ingredientes.

O cravo-da-índia é uma árvore nativa das ilhas Molucas, na Indonésia. Atualmente é cultivado em outras regiões do mundo, como as ilhas de Madagascar e de Granada. O botão de sua flor, seco, é empregado na culinária como condimento para pratos doces, sendo utilizado como especiaria desde a antiguidade.

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Craveiro

Foi uma das especiarias mais procuradas na era dos Descobrimentos, com a chegada dos portugueses aos mares da Índia, o cravo se tornou em uma das mercadorias economicamente mais rentáveis da época. No início do século XVI um quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro.

CURIOSIDADES

  • Na China, os cravos eram usados não só como condimento, mas também como antisséptico bucal: qualquer um com audiência com o imperador precisava mascar cravos para prevenir o mau hálito.
  • Viajantes arábicos já vendiam cravos na Europa ainda no Império Romano.
  • O principal motivo do cravo ser usado em doces era sua ação repelente que impedia a invasão de formigas.

Na culinária do norte da índia o cravo-da-índia é usado em quase todos os molhos ou acompanhamentos. Aromatiza pães, bolos, curry, marinados, vinhos. Vai bem um chá com cravos e cascas de maçã. É um dos principais ingredientes do molho inglês. (Olha só!) E ainda ele faz a festa no chocolate quente com cravo e canela.

Confesso que meu potinho de cravo ainda esquecido no fundo do armário. Vou resgatá-lo para usar em mais receitas. Já estou sentindo o aroma!

Beijos da Nice.

 

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